Jazz e intimidade sonora com El Trio


Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, as noites de terça-feira do estabelecimento Genuíno: arte e destilaria são imperdíveis para quem ama boa música, música instrumental e a intimidade sonora que só o jazz é capaz de proporcionar.

Virtuose, groove, ritmo e andamento impecáveis são alguns dos temperos que Gabriel de Andrade, guitarra; Gabriel Basso, baixo; e Adriel Santos, bateria, na forma do conjunto instrumental El Trio, oferecem aos clientes do estabelecimento.

Por volta das 20h os músicos começam a chegar, não há um palco para “nivelar” instrumentistas e plateia – a liberdade do jazz que logo será executado pelo trio não permite tais dessemelhanças. Logo a bateria ganha forma, e depois os amplificadores e pedais que darão voz ao baixo e a guitarra. Entre drinks e conversas casuais as primeiras notas soam. E o clima não é de desrespeito e/ou indiferença para com os artistas, o que geralmente acontece em outros estabelecimentos aqui da cidade. Todos são contagiados e passam a fazer parte do trio, que se torna um quarteto, um quinteto, um sexteto...

São três apaixonados pela música envolvidos, compenetrados. Os temas dão vez para o improviso e para os solos. Sola o baixo, a batera e a guitarra. Nenhum instrumento rouba a cena do outro, ou quer monetizar mais atenção. Ali o trio é número par.

A noite é de frescor e o jazz inebria, mais que os destilados. Tenho a impressão de ver chegar a casa Dave Brubeck, Erroll Garner, Wes Montgomery, John Scofield entre outros longínquos que, ao som do El Trio, parecem estar indiscutivelmente próximos. E estão, na paixão, técnica e envolvimento dos instrumentistas Andrade, Basso e Santos.

Escrever sobre essa magia sonora que é a música instrumental é um exercício impossível, faltam adjetivos. Por isso deixo um registro ínfimo da apresentação do trio e o convite para que todos apareçam, toda terça, no Genuíno: arte e destilaria.

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