Estamos presos com o homem mais hediondo

Atualizado: Mai 10



O Brasil não ficou doente. O Brasil segue doente há mais de quinhentos anos. Contaminado por um vírus para o qual todas as tentativas de combate, até o presente momento, falharam e seguem falhando. Um vírus que parece se fortalecer a cada crise e, indiscriminadamente, passa por mutações fazendo com que as ferramentas e recursos que poderiam erradicá-lo, falhem miseravelmente.


Viver no Brasil é estar sempre doente. Por mais que a nossa capacidade de adaptação, às vezes, provoque efeitos analgésicos pontuais, desviamos alguns sintomas, porém, seguimos enfermos.


Não vivemos no país do Carnaval, vivemos na nação da necropoiese. Já não bastasse todos os sintomas e resultados positivos para inúmeras infecções e afecções, agora estamos presos.


Cativos, aferrolhados, imobilizados, trancafiados, encadeados com o homem mais hediondo. Espécime único, aliás, o único que um país doente há séculos, poderia conceber. Ou melhor, mutar.


E, decorrente, muito provavelmente, da (infl)ação de agentes de um Mercado mutagênico, a alteração, que ocorre no material genético de uma nação, adveio.


O homem mais hediondo, a mutação última de um vírus cuja infecção se alastra de maneira crônica por 8.511.000 km², manifesta e é identificado pelo sintoma agudo: presidente.


Estulto e verborrágico. Não bastasse estarmos todos presos com a moléstia de uma necropoeise, temos que lidar com os perdigotos defenestrados por sua boca podre, perfeitamente acomodados em suas carreatas, entupindo as veias e artérias do corpo pindorama.


O resto do mundo, talvez tenha um futuro.


Nós?


Os que não morrerem, poderão acabar todos deformados em homens hediondos.


Até o Mercado mutagênico não ter mais o que mutar em nossa necronação.


#brasil #quarentena #pandemia #necropolítica

1 visualização

© 2020 por Leonardo T. Vieira.

Campo Grande, MS. Brasil.