O amor é mais perigoso do que o ódio!


Ah, o amor! O amor é belo, o amor é divino, o amor é isso, o amor é aquilo. O amor é tanta coisa, que isso gera, pelo menos em mim, mais receio do que brandura. É como aquelas fórmulas miraculosas (shakes, pílulas, dietas, livros de autoajuda...) que prometem mundos e fundos e, bem, os resultados são amplamente conhecidos (ou desconhecidos, para ser um pouco mais irônico). O amor é ambíguo. É uma palavra, uma invenção do ser humano, um instrumento da linguagem. Uma fonte de mal-entendidos.


Quantas coisas ruins não aconteceram, e acontecem, à humanidade por causa do amor? Amor à pátria, amor a Deus, amor a algo que alguém acredita possuir (seja humano, animal, bens materiais etc.), amor à causa... Acredito que há mais crimes motivados por amor do que por ódio em nosso mundo.

E é por isso que, penso eu, o amor é mais perigoso do que o ódio. O ódio é simplesmente o ódio. Um sentimento negativo e destrutivo. A gente sabe o que esperar do ódio e, consequentemente, conseguimos prevenir e/ou criar maneiras de tratar esse sentimento negativo. Mas o que esperar do amor? Como prevenir os aspectos negativos do amor, ou, pelo menos, compreender melhor?


O amor não é a antítese e nem a cura para o ódio. Talvez a bondade, o altruísmo, ou conhecimento, sejam mais efetivos. O amor não é a antítese de nada. Nós damos tantas formas e sentidos para o amor que acabamos deixando essa palavra/sentimento sem sentido. Vazia ou, na pior das hipóteses, repleta de significados distorcidos e prejudiciais.


Talvez seja melhor parar de acreditar no amor e se preocupar mais com a bondade, a alegria, a consciência e outras palavras/aspectos que não possam ser tão facilmente manipulados para fins dúbios e nocivos a uma vida equilibrada no planeta.


Deixar de acreditar no amor não é acabar com ele. Se o amor é real e uma coisa boa, não precisa que eu ou qualquer pessoa acredite nele.


Só a mentira precisa de admissão para existir.

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© 2020 por Leonardo T. Vieira.