Parei com o Instagram. O meu perfil como um museu do efêmero.



Hoje fiz minhas últimas postagens na rede social Instagram. Três poemas intitulados Tríade do quem sabe nunca. Para mim, já passou da hora de renunciar a toda essa lógica imperialista de submissão e escravidão voluntária, maquiada de logaritmo: manutenção de público, fidelização, chuva de seguidores... São coisas que eu abomino. Já passei tempo suficiente exercendo essa prática da ansiedade e do conteúdo extra superficial. Em prol do quê? Produzir, criar para receber curtidas momentâneas? Sacrificar a profundidade e mecanizar o superficial, em busca de engajamentos efêmeros? É isso o que eu espero da arte? Da minha arte?

Não.

Por isso os meus três últimos posts, na rede socia... na rede suicidária chamada Instagram, cristalizam o meu perfil nesse espaço-moedor-de-profundidade. Agora o @leoescreve é um museu. Um espaço não para ser alimentado diariamente com novas artes, novas pílulas, nano atrocidades... Mas um espaço para revisitar o que o meu não eu produziu nesses últimos anos, como usuário ativo de uma rede que, convenhamos, só existe para lucrar em cima do voyerismo dos seres humanos.

Estar em quarentena só aflora a minha luta por empatia e contato humano. Tenho alergia à doutrinação, massificação e virtualização das relações humanas. Cada vez mais anseio utilizar a internet apenas para pesquisa e informação.

Se minha arte tiver que ascender ou desaparecer, que seja sob os escombros de um chão de grama úmido e com o cheiro forte (e real) da terra.


#arte #escolhas #instagram #redessociais

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© 2020 por Leonardo T. Vieira.